Tony “Canis” Pereira

     Tony “Canis” Pereira transita pelo submundo carioca como um fantasma digital de carne e osso, usando a sua posição de destaque nos Andarilhos de Vidro para tecer uma rede de contatos pragmática e perigosa com as principais seitas da cidade. Para a enfraquecida Camarilla, Tony atuava como um consultor de segurança tecnológica freelancer de altíssimo custo, vendendo varreduras de rede que protegem a Máscara da Segunda Inquisição em troca de informações e trégua territorial na Zona Sul. No entanto, ele tornou-se o alvo número um de uma caçada de sangue após interceptar e descriptografar arquivos secretos da Segunda Inquisição, descobrindo que o ex-Príncipe do Rio de Janeiro estava vendendo a localização de refúgios de seus próprios rivais políticos para os caçadores mortais. Ao tentar usar essas informações como moeda de troca para garantir a segurança dos Garou, Tony acabou chantageando o primogênito errado. Na reunião, a fim de abafar a traição e proteger seu segredo sombrio, o ex-Príncipe distorceu os fatos, acusando o Andarilho de Vidro de ser um espião cibernético a serviço da Inquisição.

     Ele enxerga os Anarquistas e os Independentes como parceiros comerciais úteis, usando as rotas de contrabando da periferia e a mentalidade rebelde deles para mascarar suas próprias operações de dados, enquanto mantém o Sabá sob vigilância implacável, tratando-os como ameaças fanaticamente perigosas que devem ser eliminadas se cruzarem o caminho de sua matilha. Seu verdadeiro objetivo pessoal no Rio de Janeiro é mapear e hackear a infraestrutura cibernética usada pelos caçadores mortais da Segunda Inquisição, em especial do GCAN e da OCARJ, usando o caos político dos cainitas como cortina de fumaça para erradicar essa ameaça tecnológica antes que ela descubra os segredos e os santuários da Nação Garou na capital.