A presença dos Lupinos no Rio de Janeiro é uma sombra perigosamente tênue, reduzida a apenas três matilhas sobreviventes que travam uma guerra silenciosa contra a degradação urbana e espiritual da cidade. Nas profundezas densas e místicas da Floresta da Tijuca, as Fúrias Negras atuam como guardiãs ferozes dos poucos locais sagrados restantes, lutando para purificar o solo contra a corrupção do avanço imobiliário e das energias da Wyrm. Enquanto isso, o asfalto e o ambiente digital da metrópole pertencem aos Andarilhos de Vidro, que monitoram as redes de dados e a infraestrutura tecnológica da cidade a partir de refúgios na Barra da Tijuca e Recreio. Por fim, correndo pelas franjas do poder político e econômico, os Senhores das Sombras manipulam os bastidores criminosos e as crises sociais da cidade, enxergando no atual caos urbano a oportunidade perfeita para ditar as regras do jogo e garantir a sobrevivência de sua espécie.

A relação dos metamorfos com os cainitas tornou-se ainda mais complexa e ambígua após a saída dos Gangrel da Camarilla. No Rio de Janeiro, os remanescentes do clã da Besta e os Lupinos compartilham um respeito relutante e distanciado, moldado pelo isolamento comum nas áreas verdes da capital, como o Maciço da Pedra Branca e as franjas da Baixada Fluminense. Embora os lobisomens ainda enxerguem os Gangrel como sanguessugas amaldiçoadas, há um pacto implícito de não agressão: desde 2018, sem as amarras políticas anteriores, alguns Gangrel cariocas servem como um “amortecedor” informal na periferia da cidade, avisando as matilhas sobre incursões da Camarilla em troca de passagem livre pelas matas, uma aliança de conveniência frágil que pode ruir ao menor sinal de traição.