A Ordem dos Caçadores do Rio de Janeiro, fundada na década de 1920, é o grupo de caça mais antigo do Brasil. Dedica-se desde seus primeiros dias a investigar as ações dos cainitas em território brasileiro. Por se tratar de um grupo pertencente à Igreja Católica, é regido pelas mesmas leis e regulamentos, embora as desobedeçam ocasionalmente devido a interesses pessoais. Desconhecidos até para muitos integrantes da Igreja, a OCARJ atua como um grupo seleto de pessoas inteiramente confiáveis, que receberam as suas posições diretamente do Cardeal da cidade ou de figuras ainda mais poderosas na rígida estrutura hierárquica do Vaticano.
Além da busca incansável pelos cainitas, eles fazem um trabalho de apoio às pessoas que tiveram contato com a sociedade vampírica, ajudando-as a se recuperar. Em toda a sua história, a eficiência da OCARJ vem prejudicando muito as seitas na cidade. Seus caçadores encontram-se na lista dos mais procurados e, devido ao incidente envolvendo a morte do príncipe Alan Marques, o Cardeal Antônio Miguel da Costa, ingressou na Lista Vermelha da Camarilla em toda a América Latina.
ESTRUTURA
A OCARJ não possui uma hierarquia entre os integrantes. Todos os caçadores possuem motivo religioso e estão no mesmo patamar, unidos pela fé no Senhor e liderados pelo Cardeal, cujo poder resume-se a definir o local das caçadas, convocar reuniões e organizar o grupo. Quando saem para caçar, qualquer um pode participar, contanto que se tenha um número mínimo de quatro caçadores. Apesar de lutarem com honra, eles são implacáveis no combate. Todos que conseguem capturar inimigos ou morrem tentando, são considerados verdadeiros heróis.
O Cardeal disponibiliza, mensalmente, uma quantia de 20 mil reais para a OCARJ. Isso não deve ser encarado como um salário, apenas uma ajuda de custo para compra de material, viagens e gastos em expedições, pois a caçada a serviço de Deus, é um dever e não uma opção de carreira. Engana-se quem pensa que eles não utilizam tudo que há de mais moderno no mundo da tecnologia. As armas de fogo utilizadas pelos integrantes são abençoadas pelo Cardeal, assim como outros equipamentos de guerra. Quanto à moradia, muitos preferem residir em suas próprias casas, mas há aqueles que optam por um quarto aconchegante em alguma igreja do Rio de Janeiro, confiando na segurança de suas paredes divinas.
Em relação ao GCAN e aos CVN, ela não tem o menor interesse de manter contato. Eles são considerados inferiores, desorganizados e completamente inescrupulosos. Caçam por interesses próprios e não para eliminarem um mal que assola também a sua existência no paraíso. Devido ao respeito que a OCARJ conquistou ao longo dos anos, os caçadores destes grupos não lhes incomodam, porém, ainda não houve uma situação em que ambos os lados estivessem em conflito direto por alguma razão.
JOGANDO COM A OCARJ
Para se tornar um caçador da OCARJ, o personagem tem que seguir invariavelmente o motivo religioso, podendo ter qualquer natureza, comportamento, habilidades, etc. Além disso, é obrigatório que o personagem já tenha tido algum contato com a Igreja antes de entrar para a Ordem. Como o recrutamento e as suas decisões mais importantes são tomadas por um homem extremamente religioso e até fanático, é necessário que o personagem possua ao menos um ponto de fé verdadeira.
